2006-07-25

nascimento


Eu nasci num monte ou num vale? Nem sempre sei. Porque percorro os campos e não terminam.
Mas o prazer que me dá! Um prazer que não termina, porque eu quero lá estar e sempre.
Mas continuar por lá, faz com que eu queira mais. E, querer mais é uma exigência! Um constante revoltar de mim mesma.
Viver cada dia, rebuscando cada movimento, entreolhar para cada sussurro...
Eu quero encontrar umas mãos... nesta floresta, nesta montanha.
Um corpo, que seja uma vontade emergente. Uma mente, que me acompanhe. Uma paixão, que se converta. Umas mãos que me devorem!
Querer é um movimento? Um motivo? Ou a causa? A transformação alimenta-se da descoberta?
Quando caminho na montanha, este veste-se de cores múltiplas e músicas serpenteadas, transportando-me a um êxtase, que quero viver todo o dia!
Deixem-me! Deixem-me viver! Deixem-me viver o que SOU! E, desejo, tanto, o OUTRO!

1 comment:

Maria said...

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.
Pablo Neruda...Que retrata na perfeição com os seus poemas a mente humana e as suas dúvidas. Reparei que na tua vida questionar é um elemento forte, PORQUÊ, dizes tu, mas isso não basta...temos de nos interrogar e procurar as respostas, Porque se essas ficarem no ar, o vento da dúvida leva-as para bem longe e deste modo a nossa vida continua a ser um grito de...DEIXEI-ME VIVER...Beijitos