2018-06-27

O Teu Caderno Diário - Terapia MY DISCOVERY





Bom dia!!!

Uma nova etapa está a nascer
entregar-me com todo o meu ser
é um compromisso!
Ana Guerra

fotografia: Charles M. Schulz
música: https://www.youtube.com/watch?time_continue=33&v=uyhHBrBn-v0

2018-03-21

O Meu Caderno Diário

Temos vivências diversas e isso será gratificante como troca e não como competitividade. Ambos temos tendência para cair nisso. Recuar ou travar nesse ponto será benéfico.
Conseguir respeitar e suportar os silêncios e ausências de cada um, para que a agressividade não seja objecto de dor.
E, depois disto tudo o resto virá por si mesmo, hem?
Talvez seja esta a melhor hipótese que podemos dar um ao outro para que o rompimento não seja a via a escolher, por mim.
Neste preciso momento quero estar só, mas se a vontade de estares comigo te bater à porta, pois faz o que sentires vontade, mas tenta entender o que possa conseguir dar.
Exemplo: prefiro estar calada ou falar de coisas que não sejam nós, mas se tiver momentos em que não tenha vontade de falar, não insistas, isto é, queres saber o que se passa comigo. Deixa-me encontrar sozinha a tranquilidade. Porque sei que posso sentir vontade de estar contigo, como tu de estares comigo, mas sem falar, e simplesmente que as coisas aconteçam por si. Percebes?
E, com isto, quero dizer que podemos beneficiar dos nossos momentos de partilha mais íntima sem constrangimentos. Deixa-me ficar com os meus pensamentos. Talvez te possa dizer que se sentir vontade dos partilhar, fá-lo-ei naturalmente, senão fico na minha concha.
Se me encontrares triste, deixa-me estar triste, é porque preciso dessa tristeza; se me encontrares muito feliz, deixa-me exteriorizá-lo, por que preciso de o fazer. Se chorar, deixa-me chorar, por que será necessário fazê-lo. Não perguntes porque o faço. Acredita que se sentir necessidade de partilhar as razões, fá-lo-ei naturalmente sem que precises pedir. Aceita todas estas coisas sem ter necessidade de as entender. Sou possuidora dum complexidade simples, e talvez, aceitando-a, seja mais fácil entendê-la. Talvez tentar entender o meu modo de sentir seja mais complicado do que vivê-lo. Se tiver necessidade que me entendas, partilharei isso.
Estou em paz e isso é bom. Permite que assim fique para conseguir encontrar maneira de recomeçar a viver e por conseguinte, a produzir.
Espero que aceites a proposta. Agora é contigo. Um beijo terno, Ana!

O sorriso
          que tenta nascer
   é para ti
 como o olhar terno
         que te lanço.
O perfume que flui
       é veste envolvente
    como brisa reconfortante.
Aqui neste castelo
      de ameias solarentas
  em que o encanto
              é obrigatório...
Vivem-se amores perfeitos
         violáceos gestos
     enlaces cristalinos
          e
      comunhões doces...
Deleitemo-nos no manto
                                  verdejante
            e fresco
    acordando do sonho vivo!...
Ana Guerra
16.02.96

2018-03-19

O Meu Caderno Diário

Hoje, vou iniciar um novo percurso por aqui. 
A ideia chegou pela intuição. Se foi o meu Anjo da guarda ou se foi outro ser, desconheço, uma vez que isso não é importante para mim. Sei que nunca estou sozinha, e que o meu amigo está sempre comigo. Portanto, Esta ideia é um novo projecto.
Vou pegar numa história que escrevi, partilhar e com ela debruçar-me sobre o comportamento humano. Todos aqueles momentos que fazem parte do nosso dia-a-dia e que muitas vezes, temos dificuldade de gerir.


Um dia ao levantar-se, olhou pela janela e viu o mar.
Ondas altas e azuis viviam sobre a vida marinha.
Marina recordava os tempos idos, quando se deleitava com a frescura da água salgada e o calor dos grãos de areia, da praia onde passava as suas férias, na infância.
Aquele despertar do sol relembrava-lhe o Verão passado, que lhe tinha dado muitas alegrias, mas que no momento lhe faziam as lágrimas rolar pelas faces.
Marina estava só em casa. Os seus parentes tinham saído, para fazer compras. Não quis ir com eles, porque, apesar de ser manhã, encontrava-se cansada e sem humor para enfrentar a vida citadina.
Absorta nas suas recordações, Marina não ouviu tocar o telefone e só ao terceiro toque ela despertou dos seus sonhos.
Despertando, dirigiu-se à mesa onde estava colocado o telefone, no hall da casa. - Estou? - perguntou Marina. Ouvindo do outro lado da linha, uma voz masculina, escutou: - Estou. A menina Marina Silveira está?
Reconhecendo a voz de quem se encontrava do outro lado, desligou o telefone. Mais perturbada ficou. Começou a sentir-se indisposta e a custo foi deitar-se, no quarto. E, adormeceu.
Quando os seus tios regressaram das compras, encontraram-na a dormir, vestida, em cima da cama. Marina, ao escutar ruídos na cozinha, despertou e por momentos ficou assustada. Ao escutar as vozes que vinham do andar de baixo, ficou mais tranquila. Levantou-se, passou o rosto por água e desceu. Encontrou os tios na cozinha, que arrumavam as compras.
Disse-lhes que se preparava para sair, pois tinha combinado com uma amiga de infância, encontrarem-se no apartamento dela, em Sintra.
- Tudo bem! - disseram os tios em uníssono. Deu um beijo aos tios e saiu.
Pegando na bolsa, tirou as chaves do carro e abriu a porta do seu Fiat 127.
Tinha intenção de chegar cedo a casa da Teresa. Pois tinham feito uns planos bestiais para aquele dia de Primavera. As flores começavam a aparecer aqui e ali, pelo campo. As floristas deveriam sentir-se felizes, por que as flores estavam a crescer e em breve todo o mundo quereria florir as casas.
Atenta à estrada e ao mesmo tempo absorta nos seus pensamentos, de repente ficou em pânico, por andar demasiado fatigada e nervosa. Viu um homem de braços abertos agitando um pano.
Subitamente, o seu carro pára sem ter tido consciência de ter colocado o pé no travão. Parou e por momentos não conseguiu raciocinar. Contudo automaticamente, abriu a porta do carro e dirigiu-se para o indivíduo, ao mesmo tempo que este ia ao seu encontro. 
Parecia estar noutro mundo. Aquela realidade parecia não existir. No mesmo instante, aflorou-se-lhe na mente a Teresa, o telefonema e sentiu-se extremamente cansada.
- Que aconteceu?- perguntou Marina, ouvindo a sua própria voz.
- Tenho um problema no meu carro - respondeu-lhe uma voz de homem, que parecia saber bem o que queria da vida.
Foi quando ouviu a sua voz, que Marina despertou daquele sonho, transe, estranho. Olhou à sua volta, como a certificar-se onde se encontrava.
Em tudo voltou.
- Pois bem, diga-me o que se passa e o que poderei fazer por si, Sr... - disse Marina.
- João Alves - respondeu-lhe o indivíduo. - O que se passa com o meu carro é o seguinte: devo ter o depósito da gasolina roto, pois encontro-me sem combustível para continuar viagem.Gostaria de saber se seria possível que a Senhora me poderia dar boleia até ao local mais próximo onde pudesse resolver esta situação.
- Pouca sorte a sua, Sr. Alves, pois só existe um contratempo. Eu vou para Sintra e não sei se lhe interessa ir para aí. Além disso, quem me garante que o Senhor está a dizer a verdade?
- Oh, minha Senhora, por amor de Deus, estou a dizer-lhe a verdade. Que interesse teria eu em estar parado numa estrada como esta?
A impressão que Marina teve, foi agradável, no entanto, com receio de ser enganada por mais um homem, levou-a a mostrar-se desconfiada. Ele está bem vestido e parecia que se encontrava de férias.
- Bem, então - resolveu dizer Marina  - vamos lá. Feche o seu carro e dou-lhe boleia ao local mais próximo. Só que vou para Sintra, e terá de resolver aí o seu problema.
João Alves fechou o carro e tirou aquilo que necessitava. Entretanto, Marina foi sentar-se ao volante. Pensativa, dá por si a admirar aquele homem, bem parecido, másculo e que `a primeira vista mostrava-se honesto e sincero.
Marina tinha tido, recentemente, uma má experiência e ainda estava a sofrer os efeitos disso. No entanto, isso a não tornara insensível ao sexo oposto e logo nada a impedia de admirar.
Ela gostava de ver um homem bem vestido, simples, que o aspecto geral a agradasse e ainda mais se o seu íntimo lhe dizia que havia um não sei quê que a atraía. Tinha um bigode, não muito espesso e bem delineado; um rosto masculino, com uma barba bem escanhoada e uns olhos maravilhosos, azuis, da cor do seu querido mar. Aquela pele morena que lhe fazia lembrar a praia, o sol, o calor, o sorriso, a alegria.
quando se apercebeu que ele se aproximava do carro, tentou disfarçar os seus pensamentos e de súbito endireitou-se no banco e colocou as chaves na ignição. Pôs o carro a trabalhar, enquanto esperava que ele entrasse.
João Alves entrou e ela, por segundos, reparou no seu perfil e ficou maravilhada com tal semblante. pareceu que não estava ali, que sonhava. Para sentir que estava ali mesmo disse: - De férias?
- Ainda de férias, mas de regresso a casa - respondeu João Alves.
- Ah, por isso, está tão bronzeado. Esteve no Sul, não?
- Responder-lhe-ei, mas antes disso, queria saber o seu nome, não mo disse.
- Marina Silveira, perdão por não ter dito. Esqueci-me completamente, preocupada em pensar onde poderei deixá-lo em Sintra. Talvez a minha amiga Teresa o possa valer, pois ela reside lá e conhece o local melhor do que eu.
- Sua amiga Teresa? Com certeza vai encontrar-se com a sua amiga e estraguei-lhe os planos.
- Oh, não de forma alguma. Combinámos que apareceria de manhã, antes do almoço, por isso, não tem problema.
- Então assim, tudo bem, fico mais descansado.
Calaram-se ambos. Marina ficou atenta à estrada e João olhava a paisagem. Por momentos cada um ficou com os seus pensamentos.
Marina enalava o cheiro agradável que vinha de João, e isso fez com que se sentisse mais agradada. Pensou que teria sido bem agradável ter encontrado um homem assim em vez daquele Luís que tanto a fez sofrer. Bah, não queria pensar no Luís, tendo uma companhia tão agradável.
Pensou: Deus queira que a impressão que teve dele não fosse falsa e nada de desagradável acontecesse.
- E, a Marina que faz? Também se encontra de férias?
Marina "regressou à terra" ao ouvi-lo perguntar.
- Sim, sim estou de férias em casa duns tios meus, na Ericeira. Sabendo que me encontrava bastante esgotada, convidaram-me para vir passar uns dias com eles. Como adoro o mar e me apetecia estar só,m aceitei o convite.
- Gosta do mar?
- Ah, adoro! -  exclamou Marina.
- Não me diga que gosta de ouvir o marulhar das ondas e sentir o cheiro fresco com que o mar envolve a terra?
- Sim, isso mesmo! Como é engraçado encontrar alguém que pense como nós. Geralmente, penso que aquilo de que gosto parece ser insólito e estranho para os outros. Raramente, encontro pessoas que sentem o mundo como eu.
No momento, Marina apeteceu-lhe carregar no travão e parar o carro, conversar com aquele personagem que parecia vir de outro mundo. Sentiu vontade de dizer um poema, e claro que seria inoportuno. 
João Alves era um desconhecido e no entanto, além de se sentir agradada, ele inspirava-lhe confiança e não sabia explicar bem porque motivo.

Ana Guerra




A vida parece sorrir para mim.
O meu desejo é que continue assim
por algumas dunas.
Que a brisa sopre no meu
rosto e traga o teu
gosto...
O sal apaladado na minha boca
recorda-me os sonhos
que vivo
a teu lado...
As ondas que me embalam
têm origem em ti!

Ana Guerra
25.07.2000
A brisa azulácea fustiga-nos
o rosto
e relembra-nos o gume frio
da espada que embainhamos
no dia-a-dia.

Ser diferente
é como o vôo da gaivota
sobre o deserto; 
ser igual
é como o feno
cantando com o vento.

O contraste acorda-nos
e desafia-nos para a vida.

Olhar em redor
é tarefa fácil 
quando aprender, focando o horizonte,
tornar-se-á mais confuso
turvando a vista...

Ana! 15.05.98

2018-03-18

O Meu Caderno Diário

Aqui estou eu! O dia tem estado cinzento, apesar de neste momento estar o céu mais limpo e o sol dá o ar da sua graça.
Tenho a sensação que, agora, é que estamos no Inverno rsrs 

Ontem, recebi a visita de duas amigas e estivemos a ver o material que tenho de costura e o que podemos criar. Só falta mesmo o espaço para podermos expôr o trabalho que criarmos. Vamos continuar a acreditar que o Universo nos trará a solução, em breve.

Hoje, vou terminar de organizar o material, pois tenho muitos tecidos que preciso voltar a organizar por que recentemente ganhei mais. 
Gosto dos dias em que me sento a criar. Manusear e estar em contacto com os materiais, pois pode-se fazer milhares de objectos, roupa e tantas outras coisas.
Também estivemos a viver a surpresa que tinha para elas. A surpresa era gravarmos alguns minutos do que irá fazer parte do programa de rádio online que tenho estado a gravar e que irá sair em breve. Estou entusiasmada com o projecto, por que funciona como motivação e ajuda-me a pensar nos temas com mais cuidado e prepará-los. Isso contribui para um outro projecto que desejo que se inicie com mais frequência. Os workshops. Vamos ver o que acontece.
Tanta coisa para fazer. Estou naqueles dias em que me sinto uma barata tonta, tanto que fazer e sem saber por onde começar rsrsrs. Claro que é um momento de segundos, porque estou demasiado habituada a pegar numa ponta e ir deixando a fluir o que há para fazer. 

De repente, veio-me o seguinte pensamento: é engraçado como a intuição funciona. Por vezes, há algo que quero encontrar uma solução e quanto menos espero, acontece. Agradeço de imediato aos meus "amiguinhos" pela ajuda. Ainda na 5ªfeira aconteceu um desses momentos. O meu actual telemóvel está "doente", a bateria é consumida mesmo sem o usar, só estando desligado é que permanece igual. Então, resolvi usar o anterior telemóvel. No entanto, não me recordava onde estava o carregador. Procurei, procurei e nada. Na 5ªfeira, a mexer numa caixa que tinha no quarto com coisas (tive uma vontade súbita de ir arrumar o que lá estava dentro) e não é que o carregador estava lá?!! Pois, senti logo que não tinha sido o acaso.  Cada vez mais me deparo com momentos como este, que tenho a nítida sensação que (independentemente de saber que no nosso cérebro está toda a informação de que precisamos) sou ajudada. Como se se desbloqueasse algo no meu cérebro. Ou que seja colocada alguma que nunca acedi, como aquilo que costumamos chamar de tive uma ideia, deu-se um clique.
Estes fenómenos ajudam a desenvolver a minha auto-confiança. Fico agradecida por situações destas no meu dia-a-dia.
Ana Guerra





2018-03-16

O Meu Caderno Diário

O sol está tímido. O frio continua. O meu joelho refila um pouco. E, tenho de me focar na escrita. Tenho artigos para escrever e depois costura para fazer.
Continuo a sentir que as pessoas parecem um pouco perdidas. A tecnologia informática faz parte do nosso dia-a-dia. Recordo-me que há uns anos atrás, uma das reacções era negar a mesma e não queriam aprender e achavam que era um disparate, quando ela já fazia parte de muitos campos. Desde a medicina até à gestão das empresas, das fábricas, etc. A tecnologia não é algo negativo. 
É relevante não nos esquecermos que a dualidade e o livre arbítrio fazem parte de sermos humanos. Isso leva-nos a tomar constantemente decisões, fazer escolhas e em vez do processo ser facilitado, temos a desafiante posição de ter no mínimo dois caminhos, dois lados. Cada vez mais tenho a certeza que apostar nos valores a transmitir aos mais jovens (por estarem a moldar a sua mente, direi assim), de modo que deixem de necessitar de reprogramar, de despir crenças, valores, atitudes que lhes são inúteis.
Dar meios, ferramentas para que pensem por si e não pela mente dos outros. Hoje, vivemos o resultado de terem existido lacunas, algumas graves, no crescimento dos progenitores. Ou protegem demasiado os filhos, facilitando-lhes demais o processo de desenvolvimento e escuto que os jovens perderam valores, pois de quem é a responsabilidade?
Dos que quiseram compensar os filhos do que não tiveram. Esquecem de algo dum pilar essencial ao crescimento: responsabilidade. Como se ensina alguém a ser responsável > é um dos desafios que os educadores (não somente os pais) vivem na actualidade.
A sociedade de consumo não colabora com isso. Ao se viver o stress o processo continua a ser alimentado. Existe demasiada informação e as pessoas ao quererem fazer o seu melhor, por vezes, deixam de usar um filtro e caem no exagero.
Recordo-me de quando fiz parte da Associação dos Pais da escola preparatória das minhas filhas que sentíamos que os pais despejavam os filhos nas escolas e consideravam que era responsabilidade dos professores educarem os filhos. Pois bem, isso não é uma função da escola. A escola é um espaço para transmitir informação, que cada ser irá transformar em conhecimento. Estamos numa escola para aprender.
Isto foi há mais de 20 anos e ainda se sente esse estigmas nas escolas.
Fico feliz por sentir que algumas estão a mudar e que esse trabalho é o trabalho conjunto de pais e professores dessas mesmas escolas.
Sou dos seres que acreditam que o mundo está a mudar. Tem o ritmo de que o ser humano consegue viver; somos todos feitos de hábitos e isso é um processo moroso quando nos dispomos a mudá-los.
Quero pedir-te, meu Amigo Especial, que me ajudes a focar-me em mim porque há objectivos que tenho para atingir.
Obrigada por tudo.
Ana Guerra