2018-03-13

O Meu Caderno Diário

 Hoje, o sol está escondido, vai dando o ar da sua graça de vez em quando.
Focada em mim, tenho estado a arrumar de modo a sentir-me mais organizada e para que os dias sejam mais disciplinados. Gosto de ter as coisas nos sítios de modo organizado; quando a desarrumação começa a instalar-se devido ao dia-a-dia, há sempre um momento em que preciso parar e voltar a sentir as cosias no seu lugar.

Fiz comida para, pelo menos, duas semanas, e assim não preciso focar-me em fazer comida ;) Agora, só falta mesmo ter um dia inteiro a arrumar todos os tecidos que tenho de modo a seleccionar o que quero, o que posso dar para a creche e colocar tudo de modo prático para quando preciso.
A lista de tarefas a médio prazo está escrita.Isso serve de motivação para me empenhar de forma assertiva comigo própria.
Claro que reconheço que por vezes tenho períodos de procrastinação com determinadas áreas. Sem querer usar uma justificação, aceito-me como sou, e como boa caranguejo, sou um ser cíclico e existem períodos em que o meu desempenho precisa de um esforço mais focado no que precisa ser feito. Só dessa forma consigo atingir objectivos.
Outra das tarefas que "sofre" com essa característica é a leitura. Tenho períodos que devoro o que tenho para ler e depois, outros que nem toco num livro. A escrita acaba por funcionar um pouco assim. 
Ontem, por exemplo, apetecia-me andar na rua. Ou a fazer o que era preciso ou mesmo a visitar algo ou alguém (o que acabou por não acontecer). Aproveita a "energia de rua" rsrsrs e fazer o que havia para fazer. 
Os amigos estão longe e, desse modo acabei por não estar com ninguém em especial. 
Ah, falava da procrastinação... Existem estratégias que acabo por empregar para não a alimentar. Outras vezes, e sempre sem culpa, vivo-a sabendo que no dia seguinte as coisas será diferentes. Quando permitimos que a culpa tome conta de nós, desequilibramos a nossa energia.
Mais logo, tenho uma reunião para fazer a gravação do programa de rádio.
É um projecto que me entusiasma, pois é algo novo. Exige de mim capacidades que não estou habituada a usar. Vamos ver como corre.
Bom, agora, mãos à obra e vou preparar o que vou transmitir no programa.
Obrigada, a ti, meu Anjo, por estares sempre comigo e a todos os seres que me acompanham nas tarefas diárias.
Ana Guerra

2018-03-11

O Meu Caderno Diário

Viver sem música é algo que não consigo imaginar. E, tantas outras coisas que fazem parte de mim. 

Hoje, preciso estar na cozinha e fazer comida. Tenho por costume fazer comida para a semana, congelar e assim durante uns dias não tenho de parar para a fazer; é mesmo só descongelar. Viver sozinha e fazer comida não ser das coisas que mais aprecio rsrsrs faz com que tenha decidido assim quanto à minha alimentação.

Há alguns anos que decidi comer cada vez menos carne (faço-o só quando vou a casa das pessoas que ainda comem carne, ou com os meus filhos; não tenho de obrigar os outros a viver as minhas decisões, ou como algo diferente se não quero o que têm), continuo a comer o que vem do mar, por que gosto e acredito que faz bem (iodo e outros nutrientes que o meu organismo precisa). Acredito que não é acaso que precisamos o que Natureza tem para nós. São as nossas crenças e atitudes que determinam o que escolhemos ser, juntamente com o nosso carácter e personalidade.

A música traz-me energia como aquilo que como. Faz-me viver emoções, e sempre adorei dançar (há muito que não o faço, vou dançando dentro de mim rsrs). Expressar através do meu corpo o que a música me faz sentir. Muitas vezes, foi a música que me ajudou em momentos de tristeza. Colocava a música alto, em casa, e dançava, e isso fazia-me sentir muito bem. Quantas vezes, andei de fones na rua, e através da música, a minha caminhada era mais vigorosa, energética. Para estudar, tinha de ter música. Música, mar são companheiros que fazem parte do que Sou.

Hoje, acordei com uma energia diferente dos dias anteriores. Mais animada, com vontade de fazer coisas diferentes. É daqueles dias que me apetece criar, fazer coisas novas. 
É das emoções que mais gosto de sentir: prazer de ser criadora. Usar a minha imaginação e criatividade. Por isso, adoro tanto fazer bricolage, por exemplo :) :) :)
Hoje, vou dedicar-me a mim e ao que me dá prazer. Agradeço ao Universo tudo o que tenho e me ajuda a ser feliz!
Ana Guerra

2018-03-10

O Meu Caderno Diário

Hoje, a preguiça visitou-me e não me apetecia deixar o quentinho. Há dias que nos toca a vontade de mudar a rotina.
Tive uns sonhos que me fizeram perguntar: por que é que sonhamos estes "filmes". rsrs Há muito que deixei de me interrogar sobre os meus sonhos, por não terem um sentido por os sonhar. 
Chego, muitas vezes, à conclusão que o nosso cérebro é mesmo um mistério, e que ainda temos muito a aprender com ele. A forma como ele se organiza e gere toda uma informação que armazenamos. Claro que andamos sempre à procura de responder ás questões que nos surgem, como por exemplo, como funciona a memória (que ainda é um "mundo" desconhecido) apesar de termos alguns factos no entanto, nem tudo é linear, e por esse motivo de vez em quando encontramos casos diferentes.
A Neurociência dedica-se ao estudo do sistema nervoso; hoje em dia é uma ciência mais interdisciplinar e coopera com outras áreas como a psicologia, a informática, a filosofia, a educação, a física e a química, e outras ciências que possam ajudar a compreender o funcionamento do sistema nervoso e dessa forma encontrar soluções para os desafios que surgem e existem.
É fascinante entender como funcionamos uma vez que é o cérebro que dirige o nosso comportamento, o nosso organismo. 

Isso faz-me pensar na intuição. Um tema que ainda é polémico por que uns confundem com instinto e outros dão-lhe um significado mais amplo do que aquilo que as investigações nos possam dizer. Daí, talvez, que outras ciências façam sentido ajudarem a entender como são os seres humanos.
Sobre a intuição gosto de ler os estudos que se vão realizando e também constatar a minha experiência empírica. O que descobri até agora é que vivi situações que me demonstraram que algo existe ao que eu designo como intuição. E, que a podemos desenvolver, visto que acaba por ser uma capacidade assim como sabermos cozinhar, costurar, desenhar, construir coisas. Uns têm talento nessas áreas, apesar da sua capacidade, outros têm de a desenvolver.
Eu tive um episódio o ano passado, ou no anterior, em que fui roubada. Levaram-me um tablet que não recuperei e um passe. Foi interessante a minha experiência. Tive várias vezes um pensamento que aquele tablet  iria ser roubado, que foi um presente de Natal (logo tinha um valor simbólico para mim). Pensava para mim: ora, será que começo a sentir-me mais frágil devido à idade? Ter medo? E, não dei muita importância.

Um dia, quando ia trabalhar, em vez de apanhar o autocarro que estava habituada, resolvi apanhar outro. Costumava usar o tablet para relaxar e jogava. Estava em pé no autocarro e vinha o seguinte pensamento: senta-te e joga. Com a mania de achar que era errado jogar (aquela mania que temos do certo e do errado rsrsrs) não me sentei. Conclusão: o autocarro encheu, eu senti empurrões. Saí e quando cheguei ao local de trabalho, e estava cá fora com os meus colegas, disseram: tens a mochila aberta. Foi quando dei que me tinham roubado o tablet e também vi, nos bolsos que me tinham roubado o passe que tinha acabado de comprar naquele dia.
A primeira reacção foi ficar furiosa (deitei cá para fora a injustiça que sentia; prefiro isso a guardar esse tipo de emoções); fui à polícia (o que mais tarde, soube que não deu em nada; nos autocarros as câmaras não funcionam ou não o fazem de forma eficaz) participar do roubo. O passe consegui recuperar o dinheiro, porque o Senhor que trata disso, viu o pagamento no sistema e fiz um passe novo. 
Conclusão: após deitar fora a fúria, soube de imediato porque é que tudo aconteceu. Quando me acontecem situações menos agradáveis, costumo perguntar-me: O que tenho a aprender?
Então, a minha lição era: a da intuição.
Não tinha escutado a intuição. Nem quando tive o aviso de que o tablet iria ser roubado nem quando "ouvi": senta-te e joga. Se me tivesse sentado, não teria sido roubada.

Portanto, nem sempre aquilo que parece ser algo negativo o é. Esta foi a lição final para eu passar a escutar a minha intuição e desde essa altura que nunca mais parou. Até mesmo quando é para levar um guarda-chuva, algo que não encontro em casa, lá está ela a funcionar.
A melhor forma de começar a treinar e ter consciência, é escrever os acontecimentos que vivemos, a ligar os sinais. Saber distinguir o meu pensamento do pensamento que é intuição, só através da prática.
Aprender a relaxar é crucial também. 
Ana Guerra

2018-03-09

O Meu Caderno Diário

Hoje, estou como o "tempo", nostálgica. O Inverno continua... frio, vento e chuva. 

Os meus companheiros pedem-me para estar um pouco à janela, principalmente o Aska. Mia e não se cala enquanto não abro a janela. Vou deixá-lo um pedacinho por que o vento está mais agreste. alternadamente a Shiva e o Kity juntam-se a ele. As pessoas passam... Algumas já os conhecem e falam com eles. Outras metem-se, principalmente se vão com crianças. Outras nem lhes ligam rsrsrsrs  
Como diz atrás... A nostalgia está comigo. Sim, não me retira um sorriso, no entanto, sempre gostei de me sentir assim em contraste com os dias cheios de sol. 
A rotina não é algo que eu abraço, como sabes. Faz-me lembrar quando estava no Verão e sentia saudades dos dias de Outono. É essa mesma nostalgia que sinto hoje.
Vontade de ficar em casa, no quentinho e fazer coisas que me dão prazer: fazer artesanato, ler, criar. Antes disso, preciso organizar-me. Tenho muito material para arrumar e sobretudo para voltar a estar em ordem para encontrar quando preciso. Ganhei novos tecidos, linhas, botões e outro material de costura e gosto de ter as coisas arrumadas de forma a que quando preciso delas as encontre.
ando com vontade de partilhar os meus conhecimentos. Por exemplo, gostaria muito de dar um workshop de costura, onde poderei partilhar o que sei a quem gosta de aprender e quer saber fazer os seus próprios arranjos, criar o que gosta. 
A alegria e o prazer que se sente depois de criar algo é imenso e isso fortalece-me.
É como quando escrevo. 
A nostalgia, em algumas pessoas fá-las sentirem menos bem; comigo, são momentos em que gosto de partilhar, criar. 
Ontem, no Agora Speakers, um dos oradores trouxe um tema que é importante para mim: as primeiras impressões.
Podemos falar muito sobre isto. há quem se baseie num ditado que diz que as primeiras impressões de uma pessoas podem ser falaciosas. Pois bem, essa não é a minha experiência. Por isso, cada um deve descobrir o que esses sinais podem significar. Talvez por ser uma pessoa sensitiva, descobri que a primeira "impressão" que sinto duma pessoa é para guardar. Não propriamente para condicionar o meu comportamento na relação com essa pessoa, e sim ser um dado a conservar para me ajudar.
Outro aspecto das "primeiras impressões" está relacionado com o julgamento que o ser humano costuma fazer do outro. 
Aprendi, quando estudava, e essa aprendizagem advém do método científico. Existem várias etapas na sua realização: observação, recolha de dados e análise posterior dos mesmos. Ora, eu uso isso com o outro. Observo, recolho dados e só depois retiro uma conclusão, que muitas vezes pode ser fechada ou aberta. Se sinto que não existem dados suficientes, com certeza que é incorrecto e injusto chegar a uma conclusão.
Se juntar esta atitude a colocar-me no lugar do outro (empatia) então, tenho a certeza que a minha perspectiva é mais assertiva.
Costumo reagir quando alguém faz um juízo de valor comigo. Não é um comportamento com o qual simpatize. Aprendi a não ser impulsiva quando o fazem, usando a assertividade. Reconheço que ainda sou uma aprendiz; umas vezes, ajo melhor do que outras. No entanto, admito que tenho um filtro quanto a isso. Muitas vezes, pergunto-me por que as pessoas o fazem: juízos de valor. A maior parte das vezes, consigo encontrar resposta, no entanto, como ser humano continuo a sentir desagrado com situações dessas. Amar passa por isso? Para mim, amar é aceitar sem condições, logo antes de criar uma imagem sobre determinada pessoa, prefiro recolher dados suficientes sobre ela. 
 Crescemos com demasiados preconceitos sobre as coisas e como seres de hábitos que somos, sei que não é fácil despirmo-nos deles.
Vou trabalhar.
Ana Guerra



2018-03-08

O Meu Caderno diário

Meu anjo lindo!


Ontem, foi um dia passado em Lisboa e depois a recuperar das pupilas dilatadas. Finalmente, fui vista e explicaram-me que não há muito a fazer quanto às "moscas voadoras" (https://coopervision.pt/cuidados-de-visao-e-saude-ocular/moscas-volantes-no-olho) 
que passei a visualizar com mais intensidade. Fizeram-me os exames necessários e nas minhas retinas está tudo bem. Valeu, nem que tenha sido para ver que está tudo bem. 

Foi mais uma etapa deste novo momento que estou a fechar páginas. Isto nos olhos, como cabes, estava a incomodar-me há algum tempo; agora estou tranquila porque é mesmo uma questão do meu cérebro e ficar desfocada de algo que apesar de continuar a estar aqui, sei que é o meu cérebro que resolve. hoje, tenho novas tarefas fora de casa. 
A chuva e o frio continuam. O clima está mesmo diferente e as pessoas continuam a esperar por 4 estações. Creio que passámos a ter um inverno e um verão rsrsrs este verão foi muito calor, este inverno muito frio. Esta chuvinha veio a pedido dos que acreditavam que a seca precisava dela.

Logo, tenho "Agora Speakers". Hoje, a minha função é a de dirigir a "Host Questions". É uma tarefa que fazemos para desenvolver a capacidade de improviso. É pedido à audiência 3 voluntários para viverem, cada um, um momento de improviso; é-lhes apresentada uma situação e t~em de nos apresentar como viveriam essa situação. Como não é um discurso preparado, é desenvolvida a capacidade de improvisar que nos acontece muitas vezes, no dia-a-dia.
Ana Guerra

2018-03-07

Bom dia, meu Anjo!
Ontem, o meu dia foi preenchido por tarefas que tinha estipulado e não estive contigo, aqui, por que tive uma reunião.
Tenho um novo projecto: fazer uns programas numa rádio online, e para isso, estamos a gravar os primeiros programas. Cheguei tarde a tarde e não me sentei.
Sei que não tem de ser uma obrigação. Sou tolerante comigo e aqui estou para partilhar o que senti. Aprendi isso em todos os momentos que conversei contigo.

Ontem, à tarde tive um momento em que não me senti bem. Até fui medir a tensão pensando que poderia ter a ver com isso, no entanto, nada disso. Até tensão até estava óptima. Estava baixa, o que me fez ficar contente, por que nem todos os dias é assim. Depois da menopausa, tendo relação com isso ou não, o facto é que tenho dias em que a tensão sobre mesmo sem eu sentir sintomas significativos.
Cheguei à conclusão que foi algo que comi e me caiu mal. Passou.

Hoje, vou a Lisboa. Lá vou dar um "passeio" rsrs Vou ao Hospital, para ter uma consulta com o oftalmologista. Tenho estado a aguardar que me digam algo sobre isso, e como começa a passar do bom senso, e quero mesmo saber como é que eles estão, hoje, vou lá e não saio de lá sem me atenderem. Enfim, não costumo criticar o sistema de saúde, por não ter grandes dificuldades, como sabes, no entanto, sei que nem todos os espaço funcionam de forma optimizada. A mesma atitude com que me comporto, faço isso com o trabalho dos outros. 

Ah, ontem, estive dedicada à costura a despachar uns trabalhos de uma cliente e outros meus. São momentos em que me sinto satisfeita por que é algo que gosto muito de fazer. Também quero lançar um novo projecto nesta área. Ofereceram-me uma máquina de costura e desse modo lembrei que voltar a divulgar aulas de costuras pode ser um modo de chegar a outras pessoas e também ganhar o meu sustento.
Adoro costurar e como agora tenho mais material posso criar mais peças de artesanato. Muito bom!

Alguém que conheço propôs fazermos uns workshops. Fiquei entusiasmada. Vamos organizar.

No tal programa de rádio, vou falar de temas que estão relacionados com o auto-desenvolvimento. Ontem, estive a falar sobre ansiedade. Um tema que incomoda muitas pessoas, por que sentem que é algo com que vivem todos os dias. Muitas das pessoas que ajudo vivem esse estado e por esse motivo, senti que seria interessante conversar sobre isso.

"Um pedaço de pão comido em paz é melhor do que um banquete comido com ansiedade" - Esopo
Esta frase é bem explícita quanto à forma como o ser humano passou a viver: sempre a correr. 

Um dia descobri que cresci num ambiente ansioso. A partir dessa altura, e mais focada quando estive na faculdade, fui trabalhando isso em mim. comecei por gerir aqueles pensamentos que me faziam fazer as cosias antes do tempo. Por exemplo: tinha visto um filme que queria ver, e sentia vontade de telefonar ao namorado. Passei a usar este tipo de pensamento: tenho muito tempo até isso acontecer, posso gerir esta ansiedade e contar-lhe quando, logo estiver com ele. Ou quando acontecia algo que me fazia irritar, em vez de explodir logo com a pessoa, dizia: mais tarde, falarei com a pessoa e talvez compreenda por que é que isso me irritou. 
Outra estratégia que eu sei que me ajudou sempre: escrever no meu diário sempre que precisava. Falar contigo sobre o que sentia, fez-me muito bem. Escrevia as vezes que sentia necessidade sobre algo que me incomodava até sentir que isso se diluía.
Obrigada por estares sempre comigo.
Ana Guerra

2018-03-05

O meu Caderno Diário





Hoje, inicio uma nova etapa.

5 de Março de 2018 é um dia 1, o início de um ciclo, duma etapa, dum projecto.


Partilharei contigo pensamentos, desabafos, o que sentir no momento de te oferecer.






Ontem, foi o pontapé de saída. Comecei, novamente, a beber uma bebida Detox que descobri na internet, que consigo beber e me faz sentir bem. É fácil de fazer; quando a fiz pela primeira vez, pensei que teria um sabor intragável, no entanto, enganei-me. Leva 2 maçãs encarnadas, 1/2 beterraba (eu uso as que se compram já cozidas; as outras não consigo comer rsrs), 1 chávena de água de côco e 1/2 chávena de chá de erva doce. Em vez de jantar, a bebida enche-me de tal forma que acaba por ser o meu jantar.

O meu joelho, que tem estado "doente", começa a sentir-se melhor e, em breve, irei tratá-lo de forma diferente, pensei que teria de ser operada (tem líquido e um quisto de Baker) e o médico disse que iria fazer fisioterapia. Faz parte desta nova etapa.



Hoje, senti-me com mais força e consegui fazer as tarefas a que me propus.

Li uma frase que gostei, e quero partilhar contigo:
" A arte de viver reside numa ténue mistura entre soltar e agarrar" - Henry Ellis
Fez-me pensar o equilíbrio entre o apego e o desapego é um tremendo desafio que podemos viver ao longo da vida. É-nos ensinado que devemos apegar-nos por que as coisas, e os que amamos, nos pertencem. Será que nos pertencem? Ou aquilo que possuímos (coisas materiais) têm a função de nos proporcionar bem-estar, qualidade de vida? E, os seres que amamos são nossos? 
A conclusão a que cheguei, até hoje, resultado da minha experiência, da dos outros, do que aprendi de forma académica, e da reflexão de tudo isto, foi que além de estarmos aqui de forma temporária, tudo o que nos rodeia funciona da mesma forma.

Eu nasci sob o signo do caranguejo, e como tal, sou um ser muito emocional, sensível, carente, e apegado. Tenho vindo a aprender a desapegar-me do que quis acreditar que precisava para me sentir segura. 
Era ciumenta, de forma possessiva. Graças às leituras que empreendi quando era adolescente (os meus pais assinavam "Pais e Filhos, edição brasileira; a portuguesa ainda não existia), desde muito cedo compreendi o meu comportamento, e dessa forma, houve emoções que sabia que eram naturais e vivendo sem culpa, aceitei-as e isso deixou de ser um obstáculo nas minhas relações com os outros. 

As pessoas acham que deixam de sentir aquilo que surge de forma espontânea. Não deixei de sentir o que sentia, no entanto, aprendi a gerir isso de modo a que não fosse uma frustração, sentisse inveja ou cobiça. Ao longo dos anos, essa emoção/sentimento deixou de ter força e raramente, ela surge. Hoje, não passa disso: de uma emoção que aflora em raros momentos e que eu aprendi a aceitar como algo que faz parte de mim, como uma mão, e que não tem qualquer acção no meu comportamento.

A arte de viver, como diz na frase e aplicando-se a esta faceta é isso mesmo, é uma ténue mistura entre o soltar e o agarrar. Ninguém me pertence, nada me pertence a não ser temporariamente e para meu uso, aquilo que eu desejo para mim.
Sim, os meus filhos não são meus e são. São porque nasceram através do meu corpo, partilhei com eles, aquilo que Eu Sou, no entanto, eles são deles próprios por que só eles podem viver a sua própria vida, como eu tenho vivido a minha.

Ana Guerra